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Ficção de fim de tarde (ou fim de festa, talvez...)


Passou horas dentro do quarto manejando um estilete sobre o papel como quem corta os pulsos. Letras cortadas que em seus vazios escreviam um nome para sempre fora do alcance. Colou o estêncil na parede e abriu a gaveta que não deveria ser aberta. Da cena só sobrou o barulho do disparo e o nome dela gravado em sangue e miolos na parede fria, como uma assinatura. Assassina.

Silvio Demétrio



 
 
 

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