Londrina ao Zeus dará...
- Mário Fragoso

- 5 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Dia desses, passo ao lado do Museu de Arte de Londrina e noto o mato que viceja no espaço, galhos de palmeiras cortados e amontoados e o visível ar de abandono que toma conta da obra de arte do arquiteto Vilanova Artigas... O mesmo ocorre com o Teatro Zaqueu de Melo & outros espaços públicos...
A desalentadora visão faz-me lembrar de desacertos da atual administração do primeiro-sobrinho do tri-ladrão... A primeira que me vem à memória é o viaduto ao lado do Terminal Rodoviário... Logo que a obra iniciou, a Justiça mandou recolher os veículos utilizados na dita cuja, pois eram alugados e a empresa não honrava o pagamento...
Depois, a obra foi ridicularizada por conter uma curva no meio do elevado... E, claro, pelos adiamentos e aditivos solicitados e concedidos... Da mesma forma, a obra do SAMU, ao lado, onde havia um posto de combustíveis da Petrobras, dos vários espalhados pela cidade pelo tri-ladrão, quando da construção do autódromo Ayrton Senna...
E o quê, afinal, dizer sobre as reformas dos terminais de bairros do transporte coletivo urbano? Obras demoradas e, claro, com adiamentos e aditivos sem fim... A cereja do bolo, no momento, é a trincheira que está sendo edificada no cruzamento das avenidas Rio Branco e Leste-Oeste...

Caso o genial Sérgio Porto ainda vivesse, certamente a obra iria parar no Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País... Enfim, Londrina tornar-se-ia nacionalmente conhecida... Iriam gargalhar na nossa cara, por elegermos prefeitos desse nível e parlamentares como o boquirroto Boca Aberta...
Ah, o Terminal Urbano é um caso à parte... Por aquele funil passam milhares de londrinenses todos os dias... Nos anos 2000 falava-se em 150 mil almas, no espaço-tempo presente, não sei... O que sei, por ser usuário do transporte coletivo público-privado, é que o Terminal é um poço sem fundo de problemas...
Tem mais de ano, o primeiro-sobrinho anunciou a reforma do espaço... A placa está lá, mas a obra caminha em passo de cágado fora d’água... Lesma atravessando o jardim vai mais rápida... E a escada rolante vive dando problemas... O elevador está desativado e o povo que se vire do jeito que der...
Pra finalizar estas inúteis e mal digitadas linhas, vou à concha acústica do Zerão... O espaço ficou cercado por tapumes por sei lá quanto tempo, com a promessa de revitalização do mesmo... Pois bem, os tapumes foram removidos e o que a gente vê é uma porção de meia-sola nos bancos e inúmeros buracos na calçada...
No primeiro momento imaginei que os buracos fossem árvores semeadas, mas são só buracos, mesmo, gerados pelos palanques onde os tapumes haviam sido fixados... A Concha continua pixada, com cara de abandonada à própria sorte... Um retrato bem acabado da administração faz de conta que temos pra hoje...
O importante, é que as florzinhas das rotatórias estão bonitas e os peixinhos do Pronto Atendimento Infantil (sic) nadam placidamente... As pedrinhas dos buracos no asfalto, sobretudo na periferia, infelizmente, continuam rolando, mas fazer o quê, né? Ano que vem tem eleição e o tapa-buraco deve entrar em cena... Ou não... Vai se saber...


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